FestivalVinhos Alentejanos – Tudo O Que Precisa Saber Sobre A Região

4 de Outubro, 2020by admin0
Casa Relvas

Vinhos do Alentejo – A Região

 

O Alentejo, além de ser uma das mais particulares regiões de Portugal, é também uma das suas mais importantes zonas vitícolas. Os vinhos alentejanos são extremamente conhecidos e reputados, tanto em território nacional como no estrangeiro, levando o bom nome da região aos quatro cantos do mundo.

O melhor vinho do Alentejo acaba assim por ser um dos principais cartões de visita de uma região que continua a ser um segredo por descobrir em Portugal. O seu potencial turístico é enorme, assim como as suas qualidades para a agricultura, mas ambos parecem ainda poder ser mais explorados. Nos últimos anos, o mundo tem descoberto os vinhos do Alentejo, graças à sua qualidade e aromas.

Melhores Vinhos do Alentejo
Vinhas do Alentejo

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Um Legado Importante

 

Diz a história que os primeiros habitantes da região a produzir vinho foram os tartessos. Existem vestígios deste povo no território que data de há mais de 2 mil anos antes de Cristo, o que mostra bem a importância do vinho na genética da região. No entanto, foi com o todo-poderoso império romano que a cultura vitícola se generalizou.

O império romano foi o um dos mais poderosos da história da Humanidade e influenciou decisivamente a evolução do continente Europeu. No que é agora o Alentejo, os romanos estabeleceram importantes culturas vinículas e popularizam a produção do vinho. Aliás, alguns processos tradicionais herdados de Roma continuam a ser seguidos na zona, como é o caso da fermentação em talha de barro.

Melhor Vinho Alentejano
Os melhores vinhos são produzidos no Alentejo

A Ameaça do Marquês de Pombal

Essa tradição vinícola no Alentejo desenvolveu-se de forma exponencial, graças ao avanço dos conhecimentos e da tecnologia na área, mas também graças às potencialidades naturais do terreno. Parreiras com mais de cem anos de idade, as planícies férteis em xisto, argila e calcário e o seu clima temperado são ideais para a produção da uva, criando a combinação perfeita e equilibrada entre maturidade e frescor. No total, são quase 21 hectares, um número impressionante que representa praticamente um terço de todo o Portugal continental.

Isso fez com que, em pleno século XVII, os vinhos Alentejanos tivessem já a sua fama, que começava já a chegar além-fronteiras. No entanto, a produção vinícola alentejana iria encontrar um inesperado inimigo: o Marquês de Pombal. Conhecido pelo seu trabalho exemplar na reconstrução de Lisboa, após o terrível terramoto de 1755, o Marquês de Pombal teve, no entanto, algumas decisões menos felizes, que muitas vezes são esquecidas.

Foi o que aconteceu com as vinhas no Alentejo, que mudou extinguir em detrimento dos interesses comerciais e financeiros na região do Douro, que estava já muito ligada às relações com a Inglaterra. Isso quase que significou o fim do vinhos do Alentejo e foram necessárias muitas medidas ao longo dos anos seguintes para recuperar a área.

vinho tinto alentejano
Vinho Tinto Alentejano – Casa Relvas

O Vinho Do Alentejo Na Atualidade

Hoje em dia, o vinho Alentejano recuperou todo o seu reconhecimento, tanto dentro como fora de portas. Foi um trabalho árduo e conjunto, entre produtores e autoridades, que têm levado o bom nome da região a todos os continentes. Como resultado, nasceram também as primeiras zonas vitivinícolas para a produção de vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada, as VQPRD.

Esse selo de reconhecimento do vinho Alentejano, de denominação de origem (DO) e com direito à indicação geográfica (IG), permitiu-lhe crescer e garantir o seu lugar na indústria vinícola internacional. O seu crescimento foi exponencial e criou um efeito bola-de-neve, coleccionando preciso internacionais para a região, que assim reconhecem a sua qualidade única no mundo do vinho.

Além disso, o Alentejo conta ainda com várias sub-regiões de vinho de Denominação de Origem Controlada, os DOC. É o caso de Borba, Évorea, Granja-Amareleja, Moura, Portalegre, Redondo, Reguengos e Vidigueira. Tudo isso garante na nossa mesma os melhores vinhos tintos e brancos do país. Os primeiros, de coloração escura, são ricos em taninos e, por isso, são vinhos encorpados e aveludados, enquanto que os segundos são ligeiramente suaves e de aroma quase tropical. De beber e chorar por mais!

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